terça-feira, 5 de março de 2013



Telas grandes e sistema ultrapassado marcam os smartphones no MWC 2013

Armando Rodriguez, PC World EUA
28-02-2013
Processadores quad-core, telas de 5 polegadas ou mais com resolução Full HD e uma versão do Android com quase um ano de idade foram algumas das tendências na feira.


Se há uma coisa que aprendi durante o Mobile World Congress 2013, feira de telecomunicações que aconteceu durante esta semana em Barcelona, na Espanha, foi que ao longo deste ano o mercado de smartphones será muito interessante. Os fabricantes estão alcançando um novo patamar, e criando aparelhos que fazem com que, em comparação, os modelos atualmente nas lojas pareçam peças de museu.
Aparelhos como o HTC One, ASUS Padfone Infinity e LG Optimus Pro nos dão uma amostra do futuro e dos recursos que serão padrão em todos os smartphones nos próximos meses. Mas quais tendências estão ajudando a moldar este futuro? Após passar algum tempo com tantos smartphones quanto possível durante esta semana em Barcelona, algumas coisas se destacam.
Telas grandes e processadores quad-core
Uma tela de 5 polegadas com resolução Full HD (1080p) pode parecer um exagero para alguns. Mas o espaço extra é útil na hora de navegar na web, e a alta-resolução faz diferença na hora de curtir fotos, vídeos e jogos durante uma viagem. Não é surpresa que tantos aparelhos no pavilhão de exposições tivessem telas imensas com densidade de pixels suficiente para colocar até mesmo a tão falada “Tela Retina” dos iPhones no chinelo.
tendenciamwc_optimuspro-360px.jpg
LG Optimus Pro
O LG Optimus Pro tem uma tela de 5.5 polegadas com uma densidade de 400 pixels por polegada, enquanto o HTC One, com uma tela mais “modesta” de 4.7 polegadas chega a estonteantes 468 pixels por polegada. Compare isso ao iPhone 5, que tem uma densidade de 326 pixels por polegada. O resultado de tantos pixels juntos são algumas das melhores telas do planeta.
Para comandar todas estas telas impressionantes são necessários processadores mais impressionantes ainda. Quase todos os novos smartphones que vimos no Mobile World Congress tinham processadores quad-core e toneladas de RAM. Já havíamos visto vários aparelhos quad-coredurante a CES 2013, mas ver mais deles no MWC confirma nosso palpite de que tais processadores rapidamente se tornarão um item padrão em todos os smartphones.
tendenciamwc_ascendmate-360px.jpg
Huawei Ascend Mate
As telas não só estão se tornando mais nítidas, como também estão ficando maiores. O Samsung Galaxy Note 8.0 é um tablet com tela de 8 polegadas que também pode funcionar como um telefone, e oFonepad da ASUS é basicamente um Nexus 7 capaz de fazer chamadas. O Huawei Ascend Mate, um smartphone que foi anunciado durante a CES em janeiro, é um pouco mais modesto e traz uma tela de “apenas” 6.1 polegadas, mas ainda assim você precisará de duas mãos, ou dedões enormes, para poder usá-lo. O que antes era uma corrida para ver quem tinha o menor smartphone se tornou uma competição para ver quem consegue criar o maior aparelho possível e ainda chamá-lo de smartphone.
O sumiço do Android 4.2
Em contraste com o hardware, onde os fabricantes parecem estar adicionando tantas inovações quanto possível, o software não parece estar acompanhando o ritmo. Praticamente todos os smartphones Android mostrados no Mobile World Congress - com exceção do YotaPhone - estavam rodando o Android 4.1 Jelly Bean, versão lançada pela Google oito meses atrás durante a edição 2012 do evento Google I/O.
Desde então a Google lançou mais uma versão do sistema (a 4.2, também apelidada de Jelly Bean) e a espera-se que a empresa anuncie mais uma versão do sistema (com o codinome “Key Lime Pie”, algo como “Torta de Lima” em português)  durante a edição 2013 do Google I/O em maio.
jellybean_logo-360px.jpg
Quase nenhum dos smartphones mostrados no MWC 2013 rodava a versão mais recente do Android
Muitos dos aparelhos sendo anunciados aqui no MWC só estarão nas lojas daqui a alguns meses. E quando chegarem os compradores estarão correndo o risco de levar um smartphone novo - e o contrato com a operadora associado a ele - com um sistema operacional que está duas versões defasado em relação à mais recente. Isto os deixa vulneráveis a falhas de segurança que podem ter sido corrigidas em versões mais recentes do sistema.
Todos os fabricantes com quem conversei disseram que tem planos para atualizar seus aparelhos para o Android 4.2 no futuro próximo. Só podemos cruzar os dedos e esperar que esse “próximo” não signifique “daqui a muitos e muitos meses”.

Conheça a evolução dos relógios inteligentes

Benj Edwards, PCWorld EUA
01-03-2013
A idéia de um “computador de pulso” nos atrai desde que os computadores nasceram, mas só agora estamos concretizando o sonho. Veja como essa categoria evoluiu nos últimos 70 ano
Desde os tempos em que os computadores ocupavam salas inteiras e consumiam quantidades inimagináveis de energia o homem imagina um computador pequeno o suficiente para ser carregado no pulso. Na década de 80 conceito se tornou realidade, embora de forma limitada. Seriam necessárias outras três décadas até que o relógio inteligente, ou smartwatch, ocupasse um lugar de destaque. A seguir mostramos alguns destes relógios, desde os primeiros precursores até as pequenas maravilhas atuais.
Mimo Loga (por volta de 1941)
Na década de 40 surgiram os primeiros relógios com calculadora. O Mimo Loga, mostrado abaixo, tinha tabelas logarítmicas integradas às bordas da face, que funcionava como uma régua de cálculo. Embora não fosse eletrônico, foi a primeira vez em que um relógio pode auxiliar na realização de operações matemáticas. Não seria a última.
smartwatch_mimo_loga-360px.jpg
Mimo Loga (crédito: Mimo)
Hamilton Pulsar (1972) e Time Computer/Calculator (1975)
O primeiro relógio digital foi o Hamilton Pulsar, de 1972. Bastava pressionar o botão para ver a hora, exibida em números vermelhors num primitivo display LED. Três anos depois a Hamilton lançou o primeiro relógio com calculadora, o Time Computer/Calculator. Os botões com os números eram tão pequenos que era necessário usar uma pequena “caneta” para pressioná-los.
smartwatch_hamilton-360px.jpg
Hamilton Pulsar (à esquerda) e Time Computer/Calculator (direita)
(crédito: diginut)
Seiko D409 Dot Matrix LCD Memory Chronograph (1983)
Em 1982 vários fabricantes demonstraram protótipos de relógios capazes de armazenar informações digitadas pelo usuário. Em 1983 a japonesa Seiko foi a primeira empresa a produzir estes relógios em massa, com a série D409. Servindo como um “bloco de notas eletrônico”, os primeiros modelos do D409 podiam armazenar 112 caracteres (quatro vezes menos que este parágrafo) e recuperá-los mais tarde. A digitação era feita com uma caneta em uma diminuta tela sensível ao toque, abaixo da tela principal.
smartwatch_seiko_d409-360px.jpg
Seiko D409 (cŕedito: Seiko)
Várias empresas continuaram a produzir até a década de 90 relógios similares (conhecidos como “Databank”, banco de dados) capazes de armazenar anotações e números de telefone, embora poucos deles possam ser classificados como smartwatches. Ainda assim demonstravam o conceito de entrada de dados e armazenamento em memória.
Seiko UC-2000 (1984)
Por volta da época em que lançou os relógios da série D409 a Seiko também lançou o Data 2000, que permitia que os usuários fizessem anotações usando um teclado externo. Um ano depois a empresa deu um passo além com o UC-2000, mostrado na imagem abaixo, que funcionava com um acessório opcional que integrava teclado, computador e impressora e usava o relógio como monitor. Com esse conjunto era possível escrever e rodar programas em BASIC, ou carregar programas armazenados em cartuchos, com os resultados exibidos no mostrador do relógio. Sozinho o UC-2000 era capaz de exibir anotações, mas não de rodar programas. Foi quase um smartwatch.
smartwatch_seiko_uc2000-360px.jpg
Seiko UC-2000 (crédito: Seiko)
Epson RC-20 (1985)
Em 1985 a Epson lançou o que provavelmente foi o primeiro verdadeiro smartwatch, capaz de funcionar por conta própria: era o RC-20, baseado no popular processador Zilog Z80. Os usuários podiam instalar diferentes programas, armazenados em chips de memória lidos por um acessório opcional. Uma vez carregados, os programas rodavam completamente no relógio. De certa forma, foi o primeiro relógio na história capaz de rodar apps.
smartwatch_epson_rc20-360px.jpg
Epson RC-20. Note o acessório para leitura de chips com programas no canto inferior esquerdo
(crédito: Epson)
Timex Data Link 150 (1994)
Muitos relógios digitais da década de 80 integravam a função de “banco de dados”, e eram programados através de teclados ou transferência de dados através de um computador. O Timex Data Link 150 foi o primeiro destes a permitir a transferência de informações entre um PC e o relógio sem fios, graças a um sensor óptico instalado no mostrador. Você programava seus compromissos e alarmes em um PC, e software especial fazia a tela “piscar” em um padrão de linhas que o relógio traduzia como informações. Apesar disso, o Data Link 150 não era capaz de rodar programas.
smartwatch_timex_datalink150-360px.jpg
Timex Data Link 150. (crédito: Adam Harras/DigitalWatchLibrary.com)
Seiko Ruputer (1998)
Foi necessária mais de uma década após o Epson RC-20 para que uma empresa evoluísse de forma significativa o conceito do computador de pulso. Em 1988 a Seiko lançou no Japão o Ruputer, equipado com um processador de 16-Bit operando a 3.6 MHz, 128 KB de RAM e 2 MB de memória interna. Usando um PC era possível instalar programas escritos para o relógio, e ver os resultados na tela de 102 x 64 pixels no mostrador.
smartwatch_seiko_ruputer-360px.jpg
Seiko Ruputer. Note o gerenciador de arquivos no relógio à esquerda
(crédito: Seiko)
Embora fosse um feito técnico impressionante, o Ruputer continuou sendo um produto de nicho. Ele chegou a ser lançado nos EUA dois anos depois, com o nome de Matsucom onHand PC.
IBM Linux Watch (2000) e IBM WatchPad 1.5 (2001)
Em 2000 a IBM fez progresso significativo na pesquisa e desenvolvimento de smartwatches quando criou o Linux Watch (à esquerda na imagem abaixo), o primeiro a rodar o sistema operacional Linux. Ele tinha 8 MB de RAM e 8 MB de memória flash, e era alimentado por uma bateria de Lítio-Polímero.
smartwatch_ibm_linuxwatch-360px.jpg
IBM Linux Watch (esquerda) e WatchPad 1.5 (direita)
(crédito: IBM)
No ano seguinte a IBM colaborou com a Citizen para criar um protótipo chamado WatchPad 1.5. Ele também rodava Linux, mas em um processador ARM de 74 MHz. Nenhum deles se tornou um produto comercial, mas ambos serviram como importantes provas de conceito para a categoria.
World Network Limited Web-@nywhere (2001)
Este relógio obscuro apareceu brevemente em 2001. Com uma dock ligada ao PC através de uma porta serial era possível transferir até 128 KB de texto (cerca de 10x a quantidade neste artigo) de seus sites favoritos para a memória interna para ler mais tarde. Mas você teria que ler em uma pequena tela LCD de 2 linhas e 18 caracteres, o que soa como masoquismo. Criado pela World Network Limited, uma empresa de Hong-Kong, o Web-@nywhere foi anunciado principalmente através de catálogos de compras, o que explica porque poucas pessoas se lembram dele.
smartwatch_webanywhere-360px.jpg
Web-@nywhere (crédito: World Network Limited)
Fossil FX2001 Wrist PDA (2002)
A fabricante suíça Fossil entrou no mercado de relógios inteligentes em 2002 quando lançou o FX2001 Wrist PDA, que servia de complemento para um PDA ou “Palmtop” (lembra deles?) com o sistema operacional Palm OS e era capaz de exibir endereços ou compromissos transmitidos através de uma conexão infravermelha. O FX2001 não era capaz de rodar apps, o que limitou seu apelo.
smartwatch_fossil_fx2001-360px.jpg
FX2001, da Fossil, podia mostrar informações de PDAs com Palm OS
(crédito: Fossil)
Timex Ironman Data Link USB (2003)
Em 2003 a Timex fez uma grande atualização em sua linha de produtos Data Link ao permitir que os usuários instalassem diferentes programas, ou “WristApps”, neste relógio. O sistema de transferência óptica foi substituído por uma ligação com o computador através de um cabo USB. A Times oferecia em seu site várias WristApps, incluindo jogos e utilitários para auxiliar em exercícios físicos.
smartwatch_timex_datalinkusb-360px.jpg
Timex Ironman Data Link USB (crédito: Timex)
Microsoft SPOT Watches (2004)
No início dos anos 2000 a Microsoft fez experiências com a tecnologia de smartphones criando o Smart Personal Object Technology, ou SPOT, um nome bonito para aparelhos do dia-a-dia com computadores integrados. O primeiro uso da tecnologia foi em relógios que recebiam, através de uma conexão sem fios via FM disponível em algumas grandes cidades nos EUA, notícias e previsão do tempo enviadas pelo MSN Direct, um serviço por assinatura.
smartwatch_ms_spot-360px.jpg
Suunto n3 (esquerda) e Fossil Abacus AU4000 (direita). Relógios inteligentes com tecnologia Microsoft
(crédito: Suunto e Fossil)
Os dois primeiros relógios com SPOT e MSN Direct foram produzidos pela Suunto (na imagem acima, à esquerda, temos o n3) e Fossil (Abacus AU4000, à direita) em 2004. Mas o MSN Direct nunca foi um sucesso, e a Microsoft desativou o serviço em 2008.
Fossil FX2008 Wrist PDA (2005)
No mesmo ano em que anunciou o Wrist PDA (2002), a Fossil anunciou também um computador de pulso mais sofisticado, equipado com o sistema operacional Palm OS. Com isso ele era capaz de rodar quase qualquer aplicativo desenvolvido para os assistentes pessoais da Palm, o que o tornava um smartwatch muito versátil. Mas problemas com a produção adiaram o lançamento do produto até o início de 2005, quando foi recebido com desapontamento pela imprensa.
smartwatch_fossil_fx2008-360px.jpg
Fossil FX2008 Wrist PDA: um verdadeiro computador de pulso
(crédito: Fossil)
Citizen i:Virt W700 (2007)
Embora a Fossil tenha sido a criadora do primeiro smartwatch capaz de servir como extensão de um PDA, foi a Citizen que criou o primeiro capaz de obter informações de um smartphone via Bluetooth. O aparelho se chamava i:Virt W700, e foi lançado no Japão em 2007. A Citizen continuou a refinar sua linha de relógios inteligentes equipados com Bluetooth ao longo dos três anos seguintes, mas nenhum deles teve muito impacto fora de sua terra natal.
smartwatch_citizen_w700-360px.jpg
Citizen i:Virt W700, o primeiro com integração com o celular via Bluetooth
(crédito: Citizen)
iPod Nano de sexta geração com a Griffin Slap (2010)
É estranho, mas a era dos relógios inteligentes modernos não começou com o lançamento de um relógio, mas sim com a sexta geração do diminuto iPod Nano em 2010. Logo após seu lançamento a fabricante de acessórios Griffin Technologies anunciou uma nova “capa”, a Slap, que permitia que o iPod fosse usado no pulso como um relógio.
smartwatch_ipod_nano-360px.jpg
6ª geração do iPod Nano "virou" relógio por causa de acessórios
(crédito: Apple/Griffin Technologies)
Um mês depois nascia no Kickstarter (site onde os usuários podem "patrocinar" projetos que julgam interessantes) um projeto chamado “TikTok + LunaTik”, visando produzir pulseiras de relógio para o Nano, que arrecadou quase US$ 1 milhão e estabeleceu um novo recorde para projetos no site, ajudando a elevá-lo aos olhos do grande público.
Sony SmartWatch (2012)
Em 2010 a Sony-Ericsson lançou o LiveView, um acessório com uma diminuta tela OLED que podia ser conectado a smartphones Android via Bluetooth. Os críticos não gostaram muito. Dois anos depois a Sony revisou o conceito no SmartWatch, que fazia basicamente a mesma coisa, e também não agradou. Ainda assim ambos são notáveis por serem as primeiras tentativas de um grande fabricante de eletrônicos, embora nenhuma delas tenha sido bem sucedida.
smartwatch_sony-360px.jpg
Sony Smartwatch tem apps e se comunica com o smartphone
(crédito: Sony)
Pebble E-Paper Watch (2013)
No início de 2012 a Pebble Technology, uma empresa baseada em Palo Alto, na Califórnia, começou um projeto no Kickstarter para completar o protótipo de um relógio inteligente baseado na tecnologia de papel eletrônico (E-Paper) e levá-lo ao mercado. O Pebble imediatamente chamou a atenção tanto pela tecnologia da tela, que consome pouquíssima energia e permite longa autonomia de bateria, como pela integração transparente com iPhones e smartphones Android via Bluetooth. Ele também pode rodar aplicativos feitos sob medida e, claro, mostra as horas.
smartwatch_pebble_eink-360px.jpg

segunda-feira, 4 de março de 2013



Navegador promete melhor desempenho e economia de bateria para computadores móveis.
“Exclusividade” do Windows 8 chegou ao fim (Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft)
Após meses de testes e versões exclusivas para desenvolvedores, eis que a Microsoft finalmente lança no dia de hoje a versão oficial do Internet Explorer 10 para os computadores que ainda utilizam a versão “antiga” do seu sistema operacional, o Windows 7.
O upgrade do navegador deve acontecer de forma automática ao longo das próximas semanas, contudo, aqueles que estiverem curiosos para conferir como ficou o browser já podem baixá-lo em diversas línguas e nas versões de 32 e 64 bits.

Melhor para os notebooks

De acordo com a Microsoft, o Internet Explorer 10 permite uma experiência de navegação aprimorada, além de melhorias em diversos aspectos do software, como um novo motor JavaScript. Além disso, ele também promete um melhor desempenho de bateria para os notebooks.
Em contrapartida, alguns dos recursos presentes na versão para o Windows 8 não estão presentes, como as ferramentas de integração entre o navegador e o sistema e a interface, que é muito semelhante àquela vista no Internet Explorer 9.